Choose life.

novembro 19, 2009

Choose a job. Choose a career. Choose a family. Choose a fucking big television, choose washing machines, cars, compact disc players and electrical tin openers. Choose good health, low cholesterol and dental insurance. Choose fixed-interest mortgage repayments. Choose a starter home. Choose your friends. Choose leisure wear and matching luggage. Choose a three piece suite on hire purchase in a range of fucking fabrics. Choose DIY and wondering who you are on a Sunday morning. Choose sitting on that couch watching mind-numbing sprit-crushing game shows, stuffing fucking junk food into your mouth. Choose rotting away at the end of it all, pishing you last in a miserable home, nothing more than an embarrassment to the selfish, fucked-up brats you have spawned to replace yourself. Choose your future.

Choose life.

But why would I want to do a thing like that?


Nascer duas vezes

setembro 19, 2009

Esse romance do escritor Giuseppe Pontiggia, um dos mais famosos da Itália, é relativamente auto-biográfico. Sendo pai de um menino que têm deficiências, ele tem conhecimento de causa suficiente pra escrever um livro sobre isso. Eu não costumo gostar de livros nesse estilo, mas confesso que esse foi muito bacana de ler. Nascer Duas Vezes (que ganhou 8 prêmios, aliás) conta a história de um professor que vê sua vida mudar com o nascimento de seu filho, que leva várias sequelas de um parto complicado. O mais bacana é a forma como o assunto é abordado, porque você acaba percebendo que, embora negue ou ache que não, todos somos, sim, preconceituosos, talvez até mesmo pela forma como tentamos minimizar as diferenças.

Feridos pela diversidade, nossa primeira reação é negá-la: a idéia da diferença nos angustia, ainda mais quando vem marcada pela desvantagem. Confrontados com a deficiência que atinge o filho ao nascer, o jovem professor Frigerio e sua mulher se vêem diante de um duro caminho a ser percorrido para superar a desvantagem num horizonte mais amplo, no qual não se faça da diferença uma estratégia – dolorosa, pois inútil – para alcançar a normalidade.

Para Pontiggia, não é negando as diferenças que as superamos, mas modificando a imagem da norma. Afinal, o que é normal? Nascer duas vezes porque as pessoas que tem algum tipo de deficiência precisam aprender a viver num mundo que o primeiro nascimento tornou mais difícil.

Uma frase que, talvez, eu nunca esqueça:

O senhor fala de cura? Se pensar na morte, perceberá que o verbo curar já não pode ter o sentido que o senhor lhe atribui“.


O caçador de Pipas

março 3, 2009

Este é um romance emocionante, envolvente, que nos cativa logo nas primeiras páginas (OK, me convenceu, vou ler… NOT). Livro de estréia de Khaled Hosseini, “O Caçador de Picpas” é uma narrativa insólita e eloqüente sobre a frágil relação entre pais e filhos, entre os seres humanos e seus deuses, entre os homens e sua pátria (ZZZzzZzzZzZz). Uma história de amizade e traição, que nos leva dos últimos dias da monarquia do Afeganistão às atrocidades de hoje. Amir e Hassan cresceram juntos, exatamente como seus pais. Apesar de serem de etnias, sociedades e religiões diferentes, Amir e Hassan tiveram uma infância em comum, com brincadeiras, filmes e personagens. O laço que os une é muito forte: mamaram do mesmo leite, e apenas depois de muitos anos Amir pôde sentir o poder dessa relação. Amir nunca foi o mais bravo ou nobre, ao contrário de Hassan, conhecido por sua coragem e dignidade. Hassan, que não sabia ler nem escrever, era muitas vezes o mais sábio, com uma aguda percepção dos acontecimentos e dos sentimentos das pessoas. E foi esse mesmo Hassan que decidiu que Amir seria, durante a batalha da pipa azul, uma pipa que mudaria o destino de todos. No inverno de 1975, Hassan deu a Amir a chance de ser um grande homem, de alterar sua trajetória e se livrar daquele enjôo que sempre o acompanhava (Dramin nele), a náusea que denunciava sua covardia. Muito depois de desperdiçada a última chance, Hassan, a calça de veludo cotelê marrom e a pipa azul o fizeram voltar ao Afeganistão, não mais àquele que ele abandonara há vinte anos, mas ao Afeganistão oprimido e destruído pelo regime Talibã. Amir precisava se redimir daquele que foi o maior engano de sua vida, daquel dia em que o inverno foi mais cruel. 

Este romance já vendeu mais de 2 milhões de exemplares, só nos EUA, está há um ano nas mais importantes listas de mais vendidos do mercado americano e da Europa e já é considerado o maior sucesso da literatura mundial dos últimos tempos.

 

Senti uma vibração meio Brokeback Mountain… Assim, nada contra o livro, mas uma sinopse dessas desanima até mesmo Ivete Sangalo em Salvador, aproveitando esse clima de pós carnaval pra uma comparação cretina… Não li e não gostei.


Citação do dia

janeiro 12, 2009

The ship is safest (SIC) when it is in port, but that’s not what ships were built for.” Paulo Rabbit

OK, minha vez:

“Um livro do Paulo Coelho é mais seguro se mantido fechado, mas não é para isso que eles foram escritos. Não temos mais lenha para a lareira.” LG

PS: citação de Paulo Coelho está em inglês porque, dessa forma, são reduzidos os erros de ortografia e assassinato da língua. Brincadeira… Na verdade, porque foi tirado do blog dele, que é escrito em inglês. Escrito em inglês provavelmente pelo motivo citado acima.

PS2: OK, os erros tão aí mesmo em inglês, minha teoria estava errada…

PS3: me doeu classificar algum post relacionado ao Rabbit como literatura, mas… Vamos seguir as convenções.


Christiane F. ainda luta contra vício

novembro 10, 2008

Christiane Winehouse

Christiane Vera Felscherinow (Winehouse) ainda não se livrou da guerra particular iniciada em 1975 contra as drogas. Aos 43 anos, a alemã chegou a um estado que alguns médicos consideram “irreversível”: sofre de hepatite tipo C e de graves problemas circulatórios. A senhora Felscherinow é, para o mundo, Christiane F., drogada e prostituída aos 13 anos (que ainda está viva… Eu não me drogo e vou morrer antes, legal). Seu drama de vício da heroína virou best seller e filme cultuado na década de 80 (TOP 3 dos colégios religiosos).

Hoje, 27 anos depois do livro, Christiane é um retrato, ainda vivo, do poder destruidor das drogas. Apenas em dezembro de 2005, o serviço público de saúde alemão registrou duas internações da paciente, que há anos passa por inúmeros tratamentos de desintoxicação. Todos, invariavelmente, não a livraram do uso de heroína (droga de rico… se fosse pobre, usava cola, crack, enfim… CULPEM AS PROFESSORAS DE RELIGIÃO QUE COMPRAM QUILOS DE LIVROS/FILMES DA CHRISTIANE F. E PATROCINAM A DEGRADAÇÃO ALHEIA. World peace).

A iminência de um “colapso circulatório com potencial risco às funções vitais” é descrita em pelo menos um relatório médico. Christiane tem de passar regularmente por sessões de hemodiálise. Mas além das agulhas e injeções hospitalares, ela sempre recorreu ao “pico” da heroína.

Sem emprego fixo (=puta), Christiane sobrevive dos royalties das obras às quais empresta sua história (EU DISSEEEEEEE! CULPA DOS COLÉGIOS RELIGIOSOS!). A vendagem de livros e a exibição do filme, porém, têm sido cada vez mais escassos (pois é, nem Titanic fez sucesso por 27 anos…). Sua situação financeira é limítrofe (mas ela tem grana pra heroína… Legal): vive com dois tios e o filho de 9 anos, Jan-Nicklas, num apartamento modesto em Berlim. É seu sétimo endereço em 15 anos (Eu, Christiane F., 43 anos, drogada e nômade).

Desde que se tornou famosa ao ser “descoberta” por dois jornalistas alemães, que publicaram suas memórias em série na prestigiosa revista Stern, em 1979, Christiane tentou reconstruir a vida, sem sucesso. Chegou a anunciar que estava “limpa”, livre das drogas (aham Cláudia, senta lá). Anos depois, admitiu que isso nunca ocorreu, a não ser por um período máximo de cinco meses.

Fez curso de contabilidade (=puta), mas quando começou a trabalhar num escritório acabou presa por posse de droga, em 1983. Depois, tentou ser vendedora de livros: durou três semanas na profissão. Christiane brincou (eu ri) de atriz (interpretou uma dançarina de boate num filme B) e foi cantora de banda punk. Nada sério. Convicta, ela sempre diz que não se considera uma vítima das drogas. Pelo contrário, garante que faz tudo de forma absolutamente consciente (oi?).

Em entrevista ao semanário holandês De Limburger, em 2005, Christiane deu um recado às milhares de pessoas que se chocam (mas que também admiram) com a sua história. “Eu nunca quis ser exemplo de nada a ninguém (ufa, que alívio…), acho que cada um deve saber o que está fazendo. Eu, pelo menos, sei o que faço (e faz muito bem, diga-se de passagem… -eu uso heroína há 30 anos, todos os dias… e nao tô viciada!)”.

Divórcio dos pais
O inferno de Christiane Vera Felscherinow começou em 1973, quando seus pais se divorciaram. Freqüentadora da discoteca Sound, conheceu Detlef, que se tornaria seu namorado. Viciado em heroína e garoto de programa (partidão), Detlef introduz (em) Christiane (ufa) na “gangue do Zôo”, grupo de jovens berlinenses que usavam drogas numa famosa estação de metrô da cidade alemã.

No local, ela se prostituiu dos 13 aos 15 anos, necessitando de três “picaos” (doses da droga) por dia na reta final. No início, fazia programas para completar o valor do “pico”. Ela dizia que só admitia sexo oral ou masturbação nos clientes (isso aí, dignidade já). Dizia ser “seletiva”, repelia os “nojentos” (aquele tipinho que pega garota de programa de 13 anos em estação de trem, sabe? Os outros, nada contra, acho ótimo), levava uma tarde inteira pra aceitar um cliente. Depois, mudou, aceitava o primeiro que aparecia, tinha relações dentro de carros.

Os mercenáios aproveitadores jornalistas Kai Herman e Horst Rieck, da revista Stern, notaram a presença da garota durante uma reportagem e escreveram uma série de reportagens na publicação. Foi a origem do livro.

O ex-namorado Detlef ainda está vivo e mora em Berlim. Com filho e mulher, ele se diz limpo.

Christiane F. defende traficantes, droga e Hitler

Imagine uma menina de 15 anos, viciada em heroína, que se prostituía nas ruas de Berlim entre 1975 e 1978 em busca do dinheiro justo (oi?) para comprar mais uma dose da droga. Pois essa garota, hoje a senhora Christiane Vera Felscherinow, 43 anos, foi o centro de atenções da mídia por pelo menos seis anos, quando decidiu revelar suas agruras num livro autobiográfico que viraria, em 1981, um filme de sucesso.

Suas entrevistas têm pérolas de ingenuidade e ousadia e, se fosse hoje, carregariam o rótulo de “politicamente incorretas”. Christiane F. (como a ficção a notabilizou) nunca quis ser boazinha (ufa²) e jamais teve papas na língua (o que explicaria o sucesso com os clientes? Fica aí a dúvida). Ainda criança, trazia a carga de um pesado consumo prematuro de drogas, descrito em exames da época como “potencialmente inibidores do desenvolvimento físico e cerebral”.

Hitler
Numa ocasião, ela provocou polêmica ao dizer que a juventude alemã era mais feliz na era Adolf Hitler. Questionada, não perdeu a pose (mesmo no fundo do poço). “Claro que Hitler foi um porco, mas, quando vejo fotos da molecada daquela época, só vejo rostos contentes (que burrica, dá zero pra ela)“, disse em entrevista à revista Manchete, em 1984, aos 22 anos. Ingênua, disse acreditar que os movimentos neonazistas nada mais eram do que “coisa de quem pinta suásticas para irritar os adultos”.

Sobre a heroína, Christiane nunca mostrou ressentimentos (meu único ressentimento é que elas quase não existem… Agora eu só consigo lembrar da mulher maravilha…). Em 1980, falando à Playboy alemã, disse que a droga lhe dava “um incrível sentimento de poder”. E completou: “Tudo o que antes te enchia o saco desaparece”. Provocativa, desafiou as pessoas que bebem e fumam. “Eu prefiro heroína a um copo de álcool (já eu tenho dúvidas… Se for álcool Zumbi, eu também não curto… Mas não troco um copo de álcool Tubarão por nada)“, disse.

Na mesma ocasião, defendeu os traficantes de entorpecentes, comparando-os a vendedores quaisquer. “Há safados que misturam a droga para conseguir mais quantidade e dinheiro (avisa o PROCON). Mas há também vendedores de carros usados que sabem que os compradores terão problemas com o produto que vão adquirir. Perto destes, a maioria dos traficantes é até decente” (troféu comparação do ano).

Da prostituição, Christiane tirou uma forte lição de Kama-sutra. “Lá, aprendi a me impor” (ela ficava por cima?). Nas ruas de Berlim, ela se prostituiu dos 13 aos 15 anos, sempre para bancar o vício.

Fonte / Fonte

Tá, eu sei que as notícias são velhas… Mas acabei postando pelo caráter CLÁSSICO. E cômico.


Ali Larter, de ‘Heroes’, está lendo livro de Paulo Coelho

outubro 25, 2008

É isso, considero essa notícia um sinal apocalíptico do fim da série Heroes… Agora tudo se encaixa…

Quem vê Ali Larter, a Niki (Tracy/Barbara/Gina(?) e mais infintas personagens… Sabe como é, eles têm que economizar elenco…) de “Heroes”, saindo assim da academia, suada e sem maquiagem (caramba, achei que o fato dela ser atriz a isentava do suor na academia), na última quarta-feira (15) tem certeza que a beleza da atriz é natural. Mas se engana quem pensa que a loira é apenas um corpinho bonito (se engana!? Fica aí a dúvida pairando no ar). Na foto ao lado, do site X17Online, a atriz mostrou que também se dedica a leitura (eu também… Acabei de ler uma receita de peixada atrás da caixa de caldo de peixe Arisco).

Repara só no livro que a atriz está carregando (nem tinha reparado, com o zoom da foto… Obrigado por esclarecer). Ali está lendo “Brida” (na verdade, ela está segurando… Melhor acreditar que é apenas isso), do brasileiríssimo escritor (SIC) Paulo Coelho! O que será que ela está achando? (Espero que esteja odiando… Se bem que ela pode estar usando o livro pra calçar algum equipamento da academia… É o que eu faria…)

E aí, você acha que a Ali Larter tem bom gosto literário? (Não?) Conta para a gente! (Adoro essa simpatia).

Fonte


Onze Minutos

outubro 22, 2008

Onze Minutos para desistir de ler e poupar a sua vida

“Onze Minutos não se propõe a ser um manual sobre o homem e a mulher diante do mundo ainda desconhecido da relação sexual. É uma análise do meu próprio percurso, sem pretender julgar aquilo que vivi. Custou muito até que eu aprendesse que o encontro físico de dois corpos é mais que uma simples resposta a alguns estímulos físicos. Na verdade, ele carrega consigo toda a carga cultural da humanidade. Escrevi este livro para ver se podia dizer, se eu tive coragem de aprender tudo o que a vida quis me ensinar a respeito.Paulo Coelho

Cale-se, cale-se, você me deixa louco!

Não li e não gostei.


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