
Christiane Vera Felscherinow (Winehouse) ainda não se livrou da guerra particular iniciada em 1975 contra as drogas. Aos 43 anos, a alemã chegou a um estado que alguns médicos consideram “irreversível”: sofre de hepatite tipo C e de graves problemas circulatórios. A senhora Felscherinow é, para o mundo, Christiane F., drogada e prostituída aos 13 anos (que ainda está viva… Eu não me drogo e vou morrer antes, legal). Seu drama de vício da heroína virou best seller e filme cultuado na década de 80 (TOP 3 dos colégios religiosos).
Hoje, 27 anos depois do livro, Christiane é um retrato, ainda vivo, do poder destruidor das drogas. Apenas em dezembro de 2005, o serviço público de saúde alemão registrou duas internações da paciente, que há anos passa por inúmeros tratamentos de desintoxicação. Todos, invariavelmente, não a livraram do uso de heroína (droga de rico… se fosse pobre, usava cola, crack, enfim… CULPEM AS PROFESSORAS DE RELIGIÃO QUE COMPRAM QUILOS DE LIVROS/FILMES DA CHRISTIANE F. E PATROCINAM A DEGRADAÇÃO ALHEIA. World peace).
A iminência de um “colapso circulatório com potencial risco às funções vitais” é descrita em pelo menos um relatório médico. Christiane tem de passar regularmente por sessões de hemodiálise. Mas além das agulhas e injeções hospitalares, ela sempre recorreu ao “pico” da heroína.
Sem emprego fixo (=puta), Christiane sobrevive dos royalties das obras às quais empresta sua história (EU DISSEEEEEEE! CULPA DOS COLÉGIOS RELIGIOSOS!). A vendagem de livros e a exibição do filme, porém, têm sido cada vez mais escassos (pois é, nem Titanic fez sucesso por 27 anos…). Sua situação financeira é limítrofe (mas ela tem grana pra heroína… Legal): vive com dois tios e o filho de 9 anos, Jan-Nicklas, num apartamento modesto em Berlim. É seu sétimo endereço em 15 anos (Eu, Christiane F., 43 anos, drogada e nômade).
Desde que se tornou famosa ao ser “descoberta” por dois jornalistas alemães, que publicaram suas memórias em série na prestigiosa revista Stern, em 1979, Christiane tentou reconstruir a vida, sem sucesso. Chegou a anunciar que estava “limpa”, livre das drogas (aham Cláudia, senta lá). Anos depois, admitiu que isso nunca ocorreu, a não ser por um período máximo de cinco meses.
Fez curso de contabilidade (=puta), mas quando começou a trabalhar num escritório acabou presa por posse de droga, em 1983. Depois, tentou ser vendedora de livros: durou três semanas na profissão. Christiane brincou (eu ri) de atriz (interpretou uma dançarina de boate num filme B) e foi cantora de banda punk. Nada sério. Convicta, ela sempre diz que não se considera uma vítima das drogas. Pelo contrário, garante que faz tudo de forma absolutamente consciente (oi?).
Em entrevista ao semanário holandês De Limburger, em 2005, Christiane deu um recado às milhares de pessoas que se chocam (mas que também admiram) com a sua história. “Eu nunca quis ser exemplo de nada a ninguém (ufa, que alívio…), acho que cada um deve saber o que está fazendo. Eu, pelo menos, sei o que faço (e faz muito bem, diga-se de passagem… -eu uso heroína há 30 anos, todos os dias… e nao tô viciada!)”.
Divórcio dos pais
O inferno de Christiane Vera Felscherinow começou em 1973, quando seus pais se divorciaram. Freqüentadora da discoteca Sound, conheceu Detlef, que se tornaria seu namorado. Viciado em heroína e garoto de programa (partidão), Detlef introduz (em) Christiane (ufa) na “gangue do Zôo”, grupo de jovens berlinenses que usavam drogas numa famosa estação de metrô da cidade alemã.
No local, ela se prostituiu dos 13 aos 15 anos, necessitando de três “picaos” (doses da droga) por dia na reta final. No início, fazia programas para completar o valor do “pico”. Ela dizia que só admitia sexo oral ou masturbação nos clientes (isso aí, dignidade já). Dizia ser “seletiva”, repelia os “nojentos” (aquele tipinho que pega garota de programa de 13 anos em estação de trem, sabe? Os outros, nada contra, acho ótimo), levava uma tarde inteira pra aceitar um cliente. Depois, mudou, aceitava o primeiro que aparecia, tinha relações dentro de carros.
Os mercenáios aproveitadores jornalistas Kai Herman e Horst Rieck, da revista Stern, notaram a presença da garota durante uma reportagem e escreveram uma série de reportagens na publicação. Foi a origem do livro.
O ex-namorado Detlef ainda está vivo e mora em Berlim. Com filho e mulher, ele se diz limpo.
Christiane F. defende traficantes, droga e Hitler
Imagine uma menina de 15 anos, viciada em heroína, que se prostituía nas ruas de Berlim entre 1975 e 1978 em busca do dinheiro justo (oi?) para comprar mais uma dose da droga. Pois essa garota, hoje a senhora Christiane Vera Felscherinow, 43 anos, foi o centro de atenções da mídia por pelo menos seis anos, quando decidiu revelar suas agruras num livro autobiográfico que viraria, em 1981, um filme de sucesso.
Suas entrevistas têm pérolas de ingenuidade e ousadia e, se fosse hoje, carregariam o rótulo de “politicamente incorretas”. Christiane F. (como a ficção a notabilizou) nunca quis ser boazinha (ufa²) e jamais teve papas na língua (o que explicaria o sucesso com os clientes? Fica aí a dúvida). Ainda criança, trazia a carga de um pesado consumo prematuro de drogas, descrito em exames da época como “potencialmente inibidores do desenvolvimento físico e cerebral”.
Hitler
Numa ocasião, ela provocou polêmica ao dizer que a juventude alemã era mais feliz na era Adolf Hitler. Questionada, não perdeu a pose (mesmo no fundo do poço). “Claro que Hitler foi um porco, mas, quando vejo fotos da molecada daquela época, só vejo rostos contentes (que burrica, dá zero pra ela)“, disse em entrevista à revista Manchete, em 1984, aos 22 anos. Ingênua, disse acreditar que os movimentos neonazistas nada mais eram do que “coisa de quem pinta suásticas para irritar os adultos”.
Sobre a heroína, Christiane nunca mostrou ressentimentos (meu único ressentimento é que elas quase não existem… Agora eu só consigo lembrar da mulher maravilha…). Em 1980, falando à Playboy alemã, disse que a droga lhe dava “um incrível sentimento de poder”. E completou: “Tudo o que antes te enchia o saco desaparece”. Provocativa, desafiou as pessoas que bebem e fumam. “Eu prefiro heroína a um copo de álcool (já eu tenho dúvidas… Se for álcool Zumbi, eu também não curto… Mas não troco um copo de álcool Tubarão por nada)“, disse.
Na mesma ocasião, defendeu os traficantes de entorpecentes, comparando-os a vendedores quaisquer. “Há safados que misturam a droga para conseguir mais quantidade e dinheiro (avisa o PROCON). Mas há também vendedores de carros usados que sabem que os compradores terão problemas com o produto que vão adquirir. Perto destes, a maioria dos traficantes é até decente” (troféu comparação do ano).
Da prostituição, Christiane tirou uma forte lição de Kama-sutra. “Lá, aprendi a me impor” (ela ficava por cima?). Nas ruas de Berlim, ela se prostituiu dos 13 aos 15 anos, sempre para bancar o vício.
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Tá, eu sei que as notícias são velhas… Mas acabei postando pelo caráter CLÁSSICO. E cômico.