
Até hoje eu ouvi as músicas quando falava delas aqui. Mas pra evitar a explosão da minha cabeça, dessa vez me reservei ao direito de ouvir Moonlight Sonata, de Beethoven, pra poder me manter calmo, consciente e racional pra falar sobre o que vem por aí. Sim. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado: Voldemort Seu Jorge. Aquele que faz versões de músicas, que faz letras do além e paga de intelectual e afins. Alguém lembra do trabalho (= macumba?) dele com Ana Carolina? Aquilo sim me faz sofrer… Depois escrevo sobre. Enfim, ele está em alta. Todo mundo adora ele, ele vai no Domingão do Faustão, etc. Me irrita ver pessoas felizes quando toca alguma coisa dele. Ou pior, quando toca Burguesinha. Quando as pessoas parecem gostar dele, eu penso: antes eles que eu por quê!? Senhor, por quê me abandonaste? Burguesinha faz parte de um movimento de destruição musical, quando as pessoas escrevem letras que não querem dizer absolutamente nada sobre coisa alguma. Para uma referência, favor consultar – somente se tiver estrutura psicológica necessária – a música (SIC) Chatterton, do mesmo cantor (SIC). Viu, o meu problema é com esse tal de Jorge aí, não com nenhuma música dele em particular. Pior é que toca até em churrasco. E as pessoas acham cool. Olha o vazio que inunda a minha alma ouvindo isso:
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Só no filé!
(…)
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Tem o que quer!
Eu queria que parasse.
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Do croissant!
ahm?
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Suquinho de maçã!
OK gente, isso ofende. Isso fere. A música não fala nada com nada. Tanto que isso acima é o refrão. Então, em homenagem a essa música nonsense:
