Você pode me dar uma informação?

julho 31, 2010

Ah, a Era da Informação… Ou da falta dela?

Acho que nunca antes na história desse país estivemos menos informados. O excesso de informação – especialmente desnecessária/irrelevante – acaba fazendo com que ninguém realmente saiba muita coisa. A praticidade de digitar uma pergunta no Google (ou Yahoo!Respostas, para os fracos) nos isentou da necessidade de saber realmente sobre aquilo… Acabamos esquecendo assim que terminamos de ler e não nos interessa tanto aprender sobre as coisas já que tudo está tão comodamente disponível…

A ilusão de que sabemos muito mais que antes só alimenta, ainda mais, a vaidade intelectual que sempre existiu… A necessidade de demonstrar conhecimento e erudição é recorrente. Especialmente no meio acadêmico. Num sistema de crescimento por etapas (graduação < mestrado < doutorado < pós-doutorado < onipotência), a ideia de que a carga de conhecimento cresce grotescamente assim que chegamos a uma nova etapa é, convenhamos, bastante ingênua. Assim que iniciamos uma nova etapa, tendemos a esquecer que fazíamos parte de uma “inferior” há até pouco tempo, mas tempo o bastante pra nos posicionarmos como superiores, prontos pra transmitir uma vasta quantidade de informação necessária para o crescimento de pessoas que, na verdade, somos nós ontem.

A mania de achar que se sabe tudo é comum no início de uma nova dessas etapas. Eu só não esperava que tanta gente se agarrasse a essa mania por tanto tempo…

Na verdade, ninguém sabe nada mesmo…


Pleasure delayer?

janeiro 27, 2010

Sim… Eu não sei quem cunhou essa expressão, mas ela definitvamente ficou bastante famosa depois de Vanilla Sky (2001). Uma pessoa assim seria aquela que tenta adiar ao máximo os bons momentos e momentos que vão acontecer invariavelmente – o máximo possível mesmo – na premissa de que, quando acontecer, a valência vai ser muito significativa. Seria quase um contrário de imediatismo… Não se enquadra muito bem na forma como a maioria das pessoas pensam atualmente.

Bem, eu sou assim, e sei que não sou o único… E não espero que as pessoas que não são assim entendam essa opção (ou traço?). Talvez só sendo assim pra entender o quanto é melhor, cada coisa no seu tempo, ou mesmo um pouco mais além. Desde as coisas mais sérias até as mais banais. Não acabar com uma caixa de bombom de uma vez.  Ou mesmo ficar mais tempo com as pessoas que você gosta antes de mover adiante, aproveitar cada etapa da relação ao invés de simplesmente queimar uma atrás da outra. Será que por isso é tão difícil encontrar alguém mais parecido comigo? Talvez. Numa sociedade tão machista quanto a brasileira, não é de se estranhar que o bem visto seja justamente o contrário… Ou talvez eu seja feito pra ser uma pessoa por mim mesmo. Acho que é isso. Ou não, mas isso já sai do foco.

Mas de qualquer forma, não tenho intenção de mudar esse jeito pleasure delayer de ser, aproveitando aos poucos cada uma das coisas boas que me acontecem, etapa por etapa, momento a momento. E recomendo que tentassem também.

E por quê acabar com os momentos bons de uma só vez se eles ficariam ainda melhores se provados depois de momentos duros? Outra idéia jogada no filme (sweet & sour), mas que não passa tão longe disso tudo.

Enfim, quem já viu Vanilla Sky deve entender como é… Quem não sabe… I’ll tell you in another life, when we are both cats.


O game imita a vida…

janeiro 26, 2010

Me larga!

Hipótese do dia: seriam testemunhas de Jeová, literalmente, fantasmas na nossa vida?


Burguesinha

janeiro 26, 2010

Músicas Que Me Fazem Sofrer

Até hoje eu ouvi as músicas quando falava delas aqui. Mas pra evitar a explosão da minha cabeça, dessa vez me reservei ao direito de ouvir Moonlight Sonata, de Beethoven, pra poder me manter calmo, consciente e racional pra falar sobre o que vem por aí. Sim. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado: Voldemort Seu Jorge. Aquele que faz versões de músicas, que faz letras do além e paga de intelectual e afins. Alguém lembra do trabalho (= macumba?) dele com Ana Carolina? Aquilo sim me faz sofrer… Depois escrevo sobre. Enfim, ele está em alta. Todo mundo adora ele, ele vai no Domingão do Faustão, etc. Me irrita ver pessoas felizes quando toca alguma coisa dele. Ou pior, quando toca Burguesinha. Quando as pessoas parecem gostar dele, eu penso: antes eles que eu por quê!? Senhor, por quê me abandonaste? Burguesinha faz parte de um movimento de destruição musical, quando as pessoas escrevem letras que não querem dizer absolutamente nada sobre coisa alguma. Para uma referência, favor consultar – somente se tiver estrutura psicológica necessária – a música (SIC) Chatterton, do mesmo cantor (SIC). Viu, o meu problema é com esse tal de Jorge aí, não com nenhuma música dele em particular. Pior é que toca até em churrasco. E as pessoas acham cool. Olha o vazio que inunda a minha alma ouvindo isso:

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Só no filé!

(…)

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Tem o que quer!

Eu queria que parasse.

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Do croissant!

ahm?

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha! Suquinho de maçã!

OK gente, isso ofende. Isso fere. A música não fala nada com nada. Tanto que isso acima é o refrão. Então, em homenagem a essa música nonsense:

ahm?


Wise up

janeiro 15, 2010

It’s not what you thought
When you first began it
You got what you want
Now you can hardly stand it though,
By now you know
It’s not going to stop
‘Til you wise up

[...]

Prepare a list of what you need
Before you sign away the deed
‘Cause it’s not going to stop
‘Til you wise up


Save me

dezembro 20, 2009

But can you save me?
Come on and save me…
If you could save me,
From the ranks of the freaks,
Who suspect they could never love anyone.


Leproso

dezembro 15, 2009

Odeio o Natal e isso não é novidade pra quem me conhece. Não sei como anda a memória das pessoas, mas vou colocar um diálogo muito interessante de um filme… Extremamente real… Quase fui a delírio quando revi esse diálogo, agora com “olhos” de gente mais velha que quando eu via esse filme no passado. Pra facilitar, vou adotar cores pra separar cada um dos envolvidos.

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- Você lidou muito bem com o Sr. Futterman.

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- Estou acostumada. Ele está assim desde que perdeu o emprego. Ele é como muitos por aqui, só quer um pouco de atenção. Especialmente no natal.

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- Por que será?

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- É quando muitas pessoas ficam deprimidas.

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- Eu achei que todos ficassem felizes nessa época.

teletubbies-happypreview

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- A maioria, sim. Mas alguns, não. Enquanto todo mundo está abrindo os presentes, eles estão abrindo seus pulsos.

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- Que pensamento mórbido.

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- É verdade. A taxa de suicídios é sempre maior no natal.

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- Isso me deixou deprimido. Você sempre fica deprimida no natal?

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- Eu não comemoro o natal.

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- Você é hindu ou algo assim?

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malandro

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- Não, eu só não gosto.

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- Do que você não gosta? Quero dizer, é só diversão.

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palhaço.

- Deus! Diga que odeia o dia de ação de graça e ninguém se importa. Mas diga que odeia o natal e te fazem sentir-se como uma leprosa!

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slap

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- Me desculpe.

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- Tudo bem. Me desculpe. Só estou um pouco cansada e na TPM mal-humorada.

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Esse primor de diálogo é do filme Gremlins (1984). Esses tempos revi e lembrei dos velhos natais, quando era isso que passava na TV (e não Jurassic Park). Olha que maravilha de diálogo… Não tenho palavras pra expressar exatamente o quanto me identifiquei com esse drama… Quem também se sente um leproso por não gostar da época mais falsa do ano, um abraço!


The Logical Song

dezembro 13, 2009

When I was young, it seemed that life was so wonderful,
a miracle, oh it was beautiful, magical.
And all the birds in the trees, well they’d be singing so happily,
oh joyfully, oh playfully watching me.
But then they sent me away to teach me how to be sensible,
logical, oh responsible, practical.
And then they showed me a world where I could be so dependable,
oh clinical, oh intellectual, cynical.

[...]

I said now watch what you say they’ll be calling you a radical,
a liberal, oh fanatical, criminal.
Won’t you sign up your name, we’d like to feel you’re
acceptable, respectable, oh presentable, a vegetable!


Deathly

dezembro 10, 2009

Now that I’ve met you
Would you object to never seeing each other again?
Cause I can’t afford to climb aboard you
No one’s got that much ego to spend

[...]

Cause I’m just a problem for you to solve and
Watch dissolve in the heat of your charm


Mad World

novembro 29, 2009

And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dyin’
Are the best I’ve ever had


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